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Upgrade no estúdio Massa Coletiva

Obs: as informações contidas nesse texto foram escritas por um amador em acústica. O texto não tem como objetivo ensinar, apenas descrever o que foi feito. Essas alterações foram feitas usando como base apenas material da internet e muita experimentação!

O lugar
A edícula tem 3 cômodos, sendo 2 quartos na ponta, e uma cozinha no meio. Decidimos por usar um quarto como sala de gravação e a cozinha como técnica. O quarto tem 3,5m x 4m e 2,7 de altura, medidas que não são ideais para uma sala de gravação. Além disso, nem de longe o lugar parecia um estúdio, ainda mais com a cozinha do lado. Era preciso pensar também na estética.

Fizemos alguns ensaios e alguns testes de som antes de tudo. Dava pra perceber que sobrava muita frequência alta e tinha bastante daquele “som de sala”. Quanto às frequencias mais baixas, ficava óbvio também um certo desconforto.
O upgrade

No chão, foi colocado um tapete com “pêlos” bem grossos, objetivando amaciar parte das frequencias altas.

Nas paredes, em algumas partes,  colchonetes ortopédicos e placas com madeirite e as famosas caixas de ovo, revestidas com um tecido, inclinadas, em 2 paredes. No teto, caixas de ovo revestidas com tecido, grudadas no teto com cola quente.

As mesmas placas com madeirite e caixas de ovo revestidas com tecido, em 2 cantos da sala. Entre as placas e os cantos das paredes ainda tem pedaços de colchões. Essas placas seriam os “bass traps”.

Na janela e na porta de metal, 2 edredons velhos (roooots). Nas paredes, 2 suportes para instrumentos e caixas de som apoiadas com mãos francesas.

2 suportes para cabo handmade, atrás da porta.

3 suportes para pedestais de microfone
O resultado
Não fica claro dizer o que fez o que exatamente, em termos de acústica. Foi algo totalmente experimental e sem muitos parâmetros. Mas com certeza o som melhorou. Os agudos estão menos presentes, a sala não ficou “morta”.  Por causa disso, os graves estão mais claros, mas acho que não houve muita mudança nessas frequências baixas. Mais preocupante que isso era o “som de sala”, que deu uma bela melhorada também – mas ainda existe. Como mencionado, o resultado estético também era importante. Esse objetivo foi alcançado, deixando a sala com um “ar” de estúdio mesmo. A cozinha, apesar do computador, dos monitores, da mesa de som, ainda parece uma cozinha, infelizmente. 😦
Gastos da obra:
caixas de ovo: R$12
cola quente (pistola e bastão): R$ 20
tecido para as placas de parede: R$ 25
2 placas de madeirite 2,2m x 1,1m: R$ 35
ferragens (pregos, parafusos, etc): R$30
usar software livre: não tem preço
Total: R$ 122
Já havia bastantes materiais disponíveis: tecidos, ferragens, tapete, madeiras, etc.
Enfim, acho que valeu o trampo. O próximo passo agora é gravar a primeira música.
É nóis!
Gustavo Koshikumo
Massa Coletiva
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