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Posts Tagged ‘coletivo pegada’

Por Eduardo Curi

No dia 26 de maio, o coletivo Pegada de BH/MG estreiou oPegada de Pato, parceria com o estúdio Pato Multimídia. Todo mês uma banda do cenário independente de BH se apresentará, com transmissão ao vivo pela rádio Fora do Eixo. A primeira banda do programa foi o trio Quase Coadjuvante.

A banda é um power trio com baixo, guitarra, bateria e vocal e Léo Moraes, proprietário do Pato Multimídia dá os detalhes técnicos de como foi feita a captação e a operação de áduio:

Mics de Batera:
2 Oktava MK-012 de over,
Sm-57 para caixa,
Sansom no bumbo.
Mic de vocal: RA-20 (dinâmico)
Baixo no Hartke HA2500 (usando a saída direct)
Guitarra no Flextone II (Line 6), usando a saída direct

Tudo ligado num Octopre LE da Focusrite, entrando já digital na Digi 002 via lightpipe.

“Usei alguns plugins em tempo real; L1 limiter; REq 04; alguns gates e um L3 Multi banda no master. Quanto a fazer o PA pelo Pro Tools rolou legal, só a questão dos gates foi meio problemática, pois na hora da entrevista a voz era mais baixa que na hora que cantava, e de vez em quando o gate não abria e eu tinha que dar um bypass manual. No mais rolou tranquilo, pras próximas eu vou tentar minimizar um pouco a questão dos vazamentos, que foi a meu ver a principal dificuldade em se tirar um som melhor”, explica.

Eu fiquei responsável pela pós produção do programa. Abri a sessão do Pro Tools em casa e como não tinha os plug ins usados em tempo real, usei os plug ins do pro tools mesmo. Tomei o cuidado de ver qual tipo de efeito estava sendo usado onde e apenas substitui. Além disso, precisei dar um ganho nas vozes durante as entrevistas também, mas isso foi resolvido por automação.

No fim das contas o programa ficou assim, confira!

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O coletivo Pegada lançou hoje o e-book Áudio de Pegada ano 1. São cerca de 50 textos que foram publicados na coluna em seu primeiro ano de existência.

Confiram!

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Eduardo Curi

Para marcar o início das atividades deste blog, republico a primeira coluna Áudio de Pegada em que narro como foi a gravação do nosso primeiro bootleg, durante o Grito Rock BH 2009.

O Grito Rock BH 2009 fez surgir a frente de sonorização do coletivo Pegada e o seu primeiro trabalho foi a gravação do primeiro dia de apresentações, n´A Obra. O trabalho começou algumas semanas antes, com uma troca intensa de e mails, com todo mundo fazendo um mutirão para juntar o equipamento necessário para fazer uma gravação razoável.

Após várias conversas conseguimos juntar o seguinte equipamento:

– um lap top e um HD externo
– fones de ouvido
– um Shure SM57
– uma DI box
– pedestais
– um par de microfones Samson Co1 pra overheads de bateria
– duas mesas Behringer de quatro canais cada uma
– uma interface ESI 610 de 4 canais
– cabos, cabos e cabos!

Além desse equipamento, pudemos contar também com os d´A Obra, como mics para voz, bumbo e amplificadores de baixo e guitarra, além do equipamento de PA, que usamos para puxar o bumbo e a voz.

Montagem

Chegamos lá por volta das 8h30 e começamos a montar o equipamento. Primeiro, instalação de softwares e drivers (que, obiviamento, deu pau, fazendo a gente ter que ir em uma lan house pra baixar o driver da interface). Enquanto isso, ligávamos os canais da mesa d´A Obra na nossa mesa.

Montamos os eguinte esquema:

– Ligamos a cozinha em uma mesa: dois canais de overhead nos canais amplificados da mesa + o bumbo na entrada de linha + o baixo, saindo do send do cabeçote, direto na linha (um conselho pra quem for gravar lá fazendo isso: corte todos os agudos do baixo no ampli, senão distorce e fica horrível). Dessa mesa, tiramos o L / R, cada canal com um instrumento, e jogamos na interface.

– Na outra mesa, ligamos o mic de guitarra e a saída de voz da mesa d´a Obra nos canais amplificados, tirando o L / R, novamente, cada um com um instrumento, na interface.

Gravação

A gravação foi feita no Cakewalk Sonar 4.
Não tivemos tempo de testar o equipamento durante a passagem de som, então aproveitamos o show do 4Instrumental, de Sabará, pra fazermos isso. Conseguimos acertar razoavelmente, os instrumentos, mas um problema na captação do teclado nos impediu de aproveitarmos as gravações.

O show do !Slama começou e conseguimos gravá-lo. Porém um erro fez com que o bumbo vazasse pro canal de baixo, sendo corrigido mais pro final, mas nada que arruinasse a gravação. Outro problema foi o baixo, que estava passando direto pelo equalizador do cabeçote, fazendo com que toda hora distorcesse.

No show do Stereotáxico, os problemas foram corrigidos. Os agudos do baixo foram cortados e ele não distorceu mais. O som ficou muito bom (sempre em termos relativos) e você pode conferir o resultado aqui!

Mixagem

Fiquei a cargo de mixar o show do StereotaxiCo. A mixagem foi feita em Pro Tools LE 7.4. Importei o áudio para a sessão, cortei cada música de modo que cada uma fosse uma faixa separada e comecei a ouvir os canais separados. O de baixo, como era em linha, não possuía vazamentos e só equalizei um pouco para tirar as sobras de graves e o topo dos agudos. Comprimi um pouco, mais para limitar e joguei um Amplitube pro som ficar um pouco melhor (som de linha não dá!). Na guitarra, novamento, apenas equalizei e limitei e não mexi mais. A bateria já veio toda pronta, então apenas equalizei para eliminar a sobra de agudos. Na voz foi impossível mexer, devido ao grande volume de vazamentos, principalmente dos pratos da bateria.

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