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Posts Tagged ‘a obra’

A Obra é a casa de shows independentes mais tradicional de Belo Horizonte. No entanto, o foco da casa sempre esteve mais ligado ao rock and roll. Mas o coletivo Pegaada vem conseguindo levar novos estilos ao porão quente e escuro mais conhecido de BH.

Após Capim Seco no Grito Rock, foi a vez da banda Samba de Luiz desfilar todo o seu sincretismo musical. Nós estávamos lá para registrar esse momento singelo na história da casa e você pode ouvir o bootleg aqui!

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A coluna Áudio de Pegada, publicada todas as terças-ferias no site do coletivo Pegada traz um relato de como foi a produção do último bootleg, na Noite FDE, confira aqui!

E você pode ouvir o bootleg de Babi Jaques e os Sicilianos aqui.

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A banda paulista Gigante Animal fez uma grande apresentação no Grito Rock 2010 em BH. E você pode conferir a apresentação na íntegra aqui!

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Eduardo Curi

Para marcar o início das atividades deste blog, republico a primeira coluna Áudio de Pegada em que narro como foi a gravação do nosso primeiro bootleg, durante o Grito Rock BH 2009.

O Grito Rock BH 2009 fez surgir a frente de sonorização do coletivo Pegada e o seu primeiro trabalho foi a gravação do primeiro dia de apresentações, n´A Obra. O trabalho começou algumas semanas antes, com uma troca intensa de e mails, com todo mundo fazendo um mutirão para juntar o equipamento necessário para fazer uma gravação razoável.

Após várias conversas conseguimos juntar o seguinte equipamento:

– um lap top e um HD externo
– fones de ouvido
– um Shure SM57
– uma DI box
– pedestais
– um par de microfones Samson Co1 pra overheads de bateria
– duas mesas Behringer de quatro canais cada uma
– uma interface ESI 610 de 4 canais
– cabos, cabos e cabos!

Além desse equipamento, pudemos contar também com os d´A Obra, como mics para voz, bumbo e amplificadores de baixo e guitarra, além do equipamento de PA, que usamos para puxar o bumbo e a voz.

Montagem

Chegamos lá por volta das 8h30 e começamos a montar o equipamento. Primeiro, instalação de softwares e drivers (que, obiviamento, deu pau, fazendo a gente ter que ir em uma lan house pra baixar o driver da interface). Enquanto isso, ligávamos os canais da mesa d´A Obra na nossa mesa.

Montamos os eguinte esquema:

– Ligamos a cozinha em uma mesa: dois canais de overhead nos canais amplificados da mesa + o bumbo na entrada de linha + o baixo, saindo do send do cabeçote, direto na linha (um conselho pra quem for gravar lá fazendo isso: corte todos os agudos do baixo no ampli, senão distorce e fica horrível). Dessa mesa, tiramos o L / R, cada canal com um instrumento, e jogamos na interface.

– Na outra mesa, ligamos o mic de guitarra e a saída de voz da mesa d´a Obra nos canais amplificados, tirando o L / R, novamente, cada um com um instrumento, na interface.

Gravação

A gravação foi feita no Cakewalk Sonar 4.
Não tivemos tempo de testar o equipamento durante a passagem de som, então aproveitamos o show do 4Instrumental, de Sabará, pra fazermos isso. Conseguimos acertar razoavelmente, os instrumentos, mas um problema na captação do teclado nos impediu de aproveitarmos as gravações.

O show do !Slama começou e conseguimos gravá-lo. Porém um erro fez com que o bumbo vazasse pro canal de baixo, sendo corrigido mais pro final, mas nada que arruinasse a gravação. Outro problema foi o baixo, que estava passando direto pelo equalizador do cabeçote, fazendo com que toda hora distorcesse.

No show do Stereotáxico, os problemas foram corrigidos. Os agudos do baixo foram cortados e ele não distorceu mais. O som ficou muito bom (sempre em termos relativos) e você pode conferir o resultado aqui!

Mixagem

Fiquei a cargo de mixar o show do StereotaxiCo. A mixagem foi feita em Pro Tools LE 7.4. Importei o áudio para a sessão, cortei cada música de modo que cada uma fosse uma faixa separada e comecei a ouvir os canais separados. O de baixo, como era em linha, não possuía vazamentos e só equalizei um pouco para tirar as sobras de graves e o topo dos agudos. Comprimi um pouco, mais para limitar e joguei um Amplitube pro som ficar um pouco melhor (som de linha não dá!). Na guitarra, novamento, apenas equalizei e limitei e não mexi mais. A bateria já veio toda pronta, então apenas equalizei para eliminar a sobra de agudos. Na voz foi impossível mexer, devido ao grande volume de vazamentos, principalmente dos pratos da bateria.

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